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🐾 1. O monstrinho fofo que virou investimento global
Desde sua criação em 2015 por Kasing Lung, o Labubu ganhou o mundo após a Pop Mart, gigante chinesa dos colecionáveis, assumir a produção em 2019. De lá para cá, mais de 300 versões do boneco foram lançadas — em formatos que vão de chaveiros a figuras em tamanho real.
O que parecia um brinquedo alternativo virou artigo de luxo: edições raras já foram vendidas por mais de US$ 10 mil, e um Labubu gigante chegou a ultrapassar a casa dos US$ 170 mil em um leilão internacional. No Brasil, a febre já chegou com tudo — muitos consumidores disputam lançamentos por valores que chegam a R$ 800 no mercado secundário.
💡 2. Blind-box, dopamina e marketing digital
Grande parte do sucesso vem do modelo “blind-box” — caixas-surpresa nas quais o consumidor só descobre o modelo após a compra. Isso estimula o consumo recorrente e a busca pela figura rara, um verdadeiro “cassino da dopamina”, segundo especialistas em branding e comportamento de consumo.
O efeito FOMO (“medo de ficar de fora”) também é essencial. Com divulgação intensa por influenciadores no TikTok e transmissões ao vivo, as edições esgotam em minutos. Celebridades como Lisa (Blackpink) e Kim Kardashian contribuíram ainda mais para elevar o status do personagem.
🚫 3. Plágio e a guerra contra os “Lafufus”
Com o sucesso vêm os desafios. Versões falsificadas e paródias conhecidas como “Lafufus” se espalharam por redes sociais e e-commerces brasileiros. O que começou como brincadeira virou ameaça comercial, levando a Pop Mart a entrar com pedido de registro da marca “Lafufu” para garantir ações legais contra os produtos alternativos.
Inclusive, a fabricante já processou distribuidores nos EUA por comercializar cópias descaradas — inclusive exigindo recolhimento imediato das prateleiras. No Reino Unido e na China, houve confusão em lançamentos presenciais, com tumultos e filas de mais de 10 horas por uma unidade exclusiva.
🎯 Conclusão
O Labubu ultrapassa a categoria de brinquedo. É símbolo de uma era de consumo emocional, estratégias digitais agressivas e estética colecionável. Enquanto uns enxergam apenas mais um boneco, outros veem uma oportunidade de investimento — ou mesmo pertencimento a uma comunidade cultural exclusiva.
Contudo, a linha entre o luxo e o exagero é tênue. O crescimento das falsificações e a entrada de produtos piratas colocam em xeque o equilíbrio entre desejo, autenticidade e capitalismo criativo. No fim, resta a pergunta: o que é mais importante — o boneco em si, ou o sentimento que ele representa?
📚 Fontes:
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UOL Splash – Labubu: a nova obsessão dos colecionadores brasileiros
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Forbes Brasil – Edição especial de um Labubu é vendida por quase US$ 11 mil
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IstoÉ Dinheiro – Pop Mart: o brinquedo de US$ 30 que vale mais que a Barbie
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Metrópoles – Fabricante do Labubu entra com pedido de registro para “Lafufu”
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